A Microsoft anunciou em outubro de 2026 um novo programa de demissão voluntária (PDV) que pode abranger cerca de 60 mil funcionários, o equivalente a mais de um quarto da sua força de trabalho global.
Principais detalhes do programa:
• Objetivo: Contenção de custos e readequação da empresa para financiar pesados investimentos em inteligência artificial (IA).
• Países incluídos: Estados Unidos, Canadá, Índia e Reino Unido.
• Quem é elegível: Funcionários em cargos de vice-presidente ou abaixo na hierarquia, dependendo de equipes específicas.
• Áreas afetadas e isentas: Divisões como Xbox, Windows e dispositivos, Copilot, finanças e recursos humanos foram incluídas nas ofertas elegíveis; já áreas como marketing, vendas, centros de dados e segurança ficaram de fora.
• Natureza da adesão: É uma oferta de saída voluntária (e não demissão obrigatória em massa de 60 mil pessoas), com prazo limitado e condições semelhantes a uma indenização tradicional.
As condições financeiras exatas variam de acordo com o cargo e a região de cada colaborador, mas a Microsoft confirmou que os pacotes do programa Voluntary Exit Offer (VEO) são baseados nas condições de uma rescisão contratual padrão de mercado.
Os principais pilares financeiros e benefícios incluídos na proposta são:
• Compensação Financeira: O valor base acompanha o pacote tradicional de indenização que a empresa já pratica em demissões comuns.
• Extensão de Benefícios: Manutenção da cobertura do plano de assistência médica por um período determinado após o desligamento.
• Ações da Companhia: Manutenção de direitos específicos sobre ações (stock options ou RSUs) que o funcionário já possua.
• Suporte de Carreira: Financiamento de recursos para recolocação profissional e planejamento de carreira fora da empresa.
A Microsoft optou por não divulgar publicamente o custo total estimado do programa e nem o teto máximo de gastos por funcionário. Contudo, como base de comparação, um programa similar focado em aposentadoria antecipada realizado pela própria companhia em abril de 2026 custou US$ 900 milhões para cerca de 3 mil adesões.
Os colaboradores elegíveis (nível 70 ou inferior) nos EUA, Canadá, Reino Unido e Índia receberão os cálculos individualizados e têm até o dia 31 de dezembro de 2026 para decidir se aceitam a proposta.