Hackers invadem BRBJUS do Banco de Brasília e desviam R$ 43 milhões
O Banco de Brasília (BRB) está no centro de uma grave crise de segurança digital. Um ataque cibernético direcionado à plataforma externa BRBJUS resultou no desvio de R$ 43 milhões em depósitos judiciais pertencentes ao Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA).
O Incidente de Segurança no BRBJUS
• O que aconteceu: Hackers invadiram ou exploraram falhas de segurança em um ambiente tecnológico externo do BRB dedicado à gestão de depósitos judiciais (BRBJUS).
• Valor desviado: Foram movimentados indevidamente R$ 43 milhões pertencentes a contas sob custódia do TJ-BA.
• Posição do BRB: O banco estatal alegou que identificou uma indisponibilidade na ferramenta, iniciou o restabelecimento gradual e assegurou que não haverá prejuízo financeiro aos tribunais ou beneficiários.
• Reação do Tribunal: O TJ-BA afirmou que o sistema interno do tribunal não foi invadido e acionou a Procuradoria-Geral do Estado da Bahia (PGE-BA) para adotar medidas legais contra a instituição financeira.
Detalhes da Invasão Hacker (Caso BRBJUS)
As equipes de segurança tecnológica do BRB trabalham na identificação dos criminosos sob as seguintes linhas de apuração:
• Suspeita de Motivação Política: Fontes internas apontam que a invasão pode ter cunho político. O ataque visou especificamente as contas do contrato com o Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), o qual estava judicializado e sob disputa no Supremo Tribunal Federal (STF).
• Atuação Internacional: Uma das principais hipóteses avaliadas é a de que os autores do ataque cibernético operaram a partir do exterior.
• Origem da Falha: A invasão ocorreu na plataforma externa BRBJUS, sem comprometer o sistema interno ou os servidores do próprio TJ-BA.
Fraudes de R$ 17,5 bilhões (Operação Compliance Zero)
Paralelamente ao ataque hacker, o BRB está no centro de uma das maiores investigações financeiras do país, comandada pela Polícia Federal e pelo STF.
• O Esquema: A PF apontou que a antiga diretoria do BRB praticou gestão fraudulenta ao transferir bilhões para comprar carteiras de crédito podres do Banco Master, pertencente ao banqueiro Daniel Vorcaro.
• Prisões e Bloqueios: O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso preventivamente em abril de 2026. O Tribunal de Contas do DF determinou o bloqueio de R$ 2,76 bilhões em bens dos ex-gestores envolvidos.
• Indícios Criminosos: A perícia da PF descobriu que 22 operações bilionárias tiveram pareceres técnicos emitidos depois que o pagamento já havia sido feito. Além disso, mensagens interceptadas provaram que a cúpula do banco já sabia das fraudes meses antes das investigações avançarem.
O BRB declarou que promoveu a renovação integral de sua diretoria e contratou auditorias independentes para colaborar com as investigações policiais.